Minha foto
Belém, Pará, Brazil

Mais Palavras?

sábado, 27 de agosto de 2011

Habitualidades

Ela dividia minha cama, e se cobria com meu lençol. A luz do sol NOS acordava às seis da manhã, a luz entrava pela janela. E fazia NOSSOS olhos abrirem e assim nós podíamos ver os olhos um e d'outro; Nos abraçávamos ao som da música da rádio, mesmo chiando, os beijos eram intensos.

Escovávamos os dentes, tomávamos café da manhã. Eu: café com pão. Ela: Nescau e pizza gelada. Depois nos desencontrávamos, eu fazia Antropologia e ela Astrologia, ia para a Federal e ela para o Encontro de Astrologia. Eu com meus amigos pseudo revolucionários ficávamos falando de filmes. Eu e Júlio fumávamos com o povo de Artes no campus, eles eram nossos parceiros.

Daí de tardinha eu e ela nos reencontrávamos, no kit-net no bairro da Cidade Velha. Eu ficava no computador escrevendo e ela no celular, estava sempre conversando com as amigas, cara de preocupada e eu a admirava, ficava olhando para ela, como um bobo, mas não me importava era bom ter alguém do seu lado "sempre". Isso é uma metáfora por que você nasce só e morre só em um caixão ou cremado no forno.

Ela divida minha cama, e se cobria com meu lençol. A luz do sol ME acordava as seis da manhã, a luz entrava pela janela. E fazia MEUS olhos se abrirem, e assim podia ver os dela fechados; E a abracei ao som do silencio, se é que esse som existe. Meus beijos nela foram intensos, mas nem assim ela acordava.

Hoje o sol não refletiu direito e fiquei sozinho novamente. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário