Já visitei dois países. Uruguai
quando eu era apenas um ser que sorria e chorava em busca de leite da minha
progenitora, e o Equador. Lembro pouca coisa, mas lembro
de que nesse tempo meu cabelo era liso e grande. Hoje minha mãe sempre mandar eu cortar quando já se faz a primeira curva de mechas e tampa as orelhas.
Cheguei a duas linhas que cortam o planeta no mapa. Conheci duas extremidades da América do sul. Fiquei no meio do mundo (Literalmente). E abaixo do trópico de capricórnio. Mas nunca conheci a mim mesmo, os extremos e linhas que habitam em mim. Sou estrangeiro de mim mesmo, não me conheço, mas habito em mim, e viajo com este corpo desde que nasci. Já descobri alguns macetes, mas às vezes inesperadamente os esqueço, sei que esqueço, quando simplesmente me encanto com uma pessoa. Perco o rumo, perco a direção de onde vim e pra onde irei.
Então passo a descobrir e
desbravar essa pessoa, esse país. Quero viajar até a mente e o coração deste humano.
Estudar o clima, os pontos turísticos de si e perder-me em sua boca. Até que a
pessoa me deixa, o estrangeiro é expulso do país que tanto sonhava em fazer
parte. Sai para nunca mais voltar. Foi
extraditado.

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